A iminência do começo de um novo ano sempre provoca
reflexões. É a hora que muitas pessoas param para fazer um balanço do que
fizeram no ano que se encerra e de fazer promessas para o novo ano.
A maior parte delas é esquecida ou abandonada antes do fim
de janeiro, entretanto. Porque? Acredito que um dos motivos é porque elas são
muito amplas, vagas, ambiciosas. As pessoas pensam em um ideal distante e que
implicam em mudanças muito radicais, que tornam a prática muito difícil. Coisas
como “perder dez quilos”, ou “ter mais tempo livre” não dizem muito sobre o que
fazer no dia dois de janeiro.
Outro motivo pelo qual eu acredito que muitas das promessas
são abandonadas, é porque elas não refletem o real objetivo das pessoas. Será
que “perder dez quilos” é um objetivo, ou um meio? O que as pessoas de fato
esperam ao perder dez quilos? Se sentirem mais saudáveis? Ficarem mais bonitas?
Atrair um novo amor, ou melhorar o atual? E como será que esperam perder estes
dez quilos? Fazendo alguma dieta maluca de privação de seus prazeres? Entrando
para a academia e se acabando de fazer exercícios? Será que na prática essa
pessoa se sentirá mais feliz ao longo deste processo, ou mais estressada? Será
que, ao fim deste processo, assumindo que de fato o projeto será posto em
prática, os quilos perdidos trarão o resultado esperado, se é que se tem
consciência de qual é este resultado? Acredito que a fragilidade deste
raciocínio é que põe a perder as boas intenções da virada do ano.
O que você REALMENTE deseja de 2016? Melhorar a sua
qualidade de vida? Se sentir mais saudável? Se sentir mais feliz? Ter mais
tempo com sua família? Quais os passos que te levarão ao seu objetivo? Eles são
compatíveis ou contraditórios com o objetivo final?
Acredito que estas reflexões tornam o projeto de definição
de metas mais claro, ajudam no auto conhecimento e podem fazer com que de fato
algo de construtivo e positivo resulte deste momento tão gostoso, de nos
sentirmos diante de um ano em branco para fazer dele o melhor possível!
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